sábado, 6 de junho de 2026

Crise da Flybondi cancela diversos voos na Argentina

 


A Flybondi está passando pelo pior momento de seus oito anos e meio de história.

A empresa argentina tem muitos aviões no solo, encerramento de rotas, cancelamento e atraso de voos e recentemente despediu de seu novo CEO.

O fundo de investimento COC Global Enterprise assumiu a Flvbondi em meados do ano passado, visando uma forte expansão da frota e da rota. Essa suposta expansão tornou-se um pouco mais visível em dezembro passado, quando anunciaram a adição de 15 Airbus A220 e 10 Boeing 737 MAX 10 por US$ 1,7 bilhão. No entanto, seis meses depois, nem a Airbus nem a Boeing e ninguem comenta sobre o assunto.

Em 1° de junho de 2026, a Flybondi operou durante todo o dia com apenas uma aeronave, com o restante em terra por várias razões. Dois outros entraram em serviço entre 2 e 3 de junho, atualmente operando três aeronaves (LV-KDQ, LV-KJD e LV-KJE).

Operar com poucas aeronaves trouxe mudanças nas rotas, e a Flybondi tem poucas. Muitas foram temporariamente suspensas, incluindo El Calafate, Florianópolis, Puerto Madryn e Ushuaia, que devem retornar nas próximas semanas. Também temos uma suspensão definitiva, como o caso do Iguaçu - Lima, que se encerrou no ultimo dia 5 de junho. Desta forma, Flybondi diz adeus ao mercado peruano após seis meses.

Essa redução drástica no número de aeronaves em operação levou ao cancelamento de dezenas de voos, afetando mais de 2.200 passageiros apenas no dia 2 de junho, especialmente no Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires. Os problemas têm causado transtornos significativos para os viajantes em diversos aeroportos do país.

A operação da Flybondi é de cerca de cinco voos diários em Buenos Aires, incluindo rotas domésticas e internacionais.

Em abril, sua participação de mercado caiu para 10% e, em maio, esse número provavelmente foi reduzido.

Há apenas três anos, eram cerca de 300 mil passageiros mensais e tinham 20% do mercado doméstico. Foi a companhia aérea argentina com melhor desempenho no país (90%). 

Vamos torcer para que a low cost Argentina consiga sair dessa crise e voltar a operar diversos destinos.